Entendo esse sentimento. Essa ânsia de conversar com alguém que talvez não esteja tão aí pra você. Compreendo essa angústia em esperar por uma mensagem -aquela mensagem- e sorrir para o celular, mesmo sabendo que essa felicidade é temporária. Dura apenas alguns instantes… e aí você volta para a inércia. 

Sei que nem sempre é fácil não pensar nele, ou no que ele está fazendo, ou até mesmo com quem estará. Também sei que você olha para as fotos e quer aquela vida de volta, onde tudo parecia mais simples; e a solidão era apenas uma palavra. Uma palavra que não fazia parte da sua vida -e que agora faz.

Esse vazio que sente e é preenchido com migalhas de afeto que recebe esporadicamente, continua crescendo e te engolindo, sugando sua essência, sua vitalidade e sua alegria. 

Às vezes eu gostaria de ter um desejo, e desejaria que você voltasse ao passado, para antes de tudo, antes de todo o mal… mas sei que se o fizesse, você não aprenderia tudo que aprendeu. O passado é um conforto quando comparado à incerteza do futuro… Porém o futuro é o que temos, é a dádiva que recebemos desde o dia em que nascemos. Só que o futuro só existe se apreciarmos o presente; e este só funciona se tratarmos o passado como lições tiradas de um livro. Está lá, serviu para algo; todavia já não encaixa mais. 

Há lição na dor. Há lição no amor. Há lição no passado. Há o que já houve.

Só não há amanhã no ontem.